Já moro aqui na Holanda há alguns anos e já estou acostumada a ver e ouvir coisas que anos atráz me deixavam pasma. Simplesmente passam, a maioria, desapercebida, como se u estivesse nascido e sempre vivenciado tudo isso. Eu me sinto aqui 90% em casa, para ser mais precisa.
Só que existem coisas que eu ainda penso: que loucura, se isso acontecesse no Brasil alguém seria chamado de louco. Coisas desse tipo:
Uma pessoa fez esse anuncio convidando para participar de um curso teórico sobre como tratar um cavalo respeitosamento. Tudo bem, concordo que devemos respeitar os animais - e até o seu semelhante - de forma respeitosa....mas o cara me colocou esse anuncio numa cidade razoavelmente grande, como a minha, onde os cavalos até existem, mas não em numero suficiente para merecerem um curso especial de uma população tão urbana.
Agora, não se espantem, também não, se eu disser que ao contrário do que se pensa, esse curso não ficará às moscas. Vai, com certeza, aparecer alguém, que quase certamente nunca teve um cavalo na vida ou poderá ter, e fará esse "proveitoso" curso com a finalidade de.....de....de ocupar o seu tempo.
Sim, os europeus são assim, entre ficar sem fazer nada e fazer um curso idiota, eles ficam com a segunda opção. Totalmente o oposto de nós brasileiros/latinos, que escolheria mil vezes ficar "de perna pro ar" curtindo o não fazer nada, e nunca iria gastar seu tempo numa furada dessa.
Outro exemplo de gasto de papel é esse aqui abaixo:
Toda semana me aparece uma foto deste tamanho, num jornal onde tantos gostariam de anuciar, mostrando um animalzinho de estimação perdido, gato, cachorro e até coelho.
Aí acima este gatinho perdido e alguem quer saber quem o achou.
Imaginem voces agora que com tanto problema no mundo - pensem no Haiti, por exemplo - alguém vai abrir um jornal, ver um gato parecido com tantos outros na face da terra, vai sair às ruas e lembrar de olhar para os lados, identifcar o gato, correr nos dados do anuncio, correr atráz do bichinho, laçá-lo e aí com tudo já em mãos ligar para a fulana(o) dono do dito cujo para, finalmente, vir buscá-lo e, detalhe, de graça, porque holandes não gasta dinheiro nem com almoço, come pão ao meio-dia para economizar tempo e dinheiro, então esqueça a possibilidade de recompensa.
Note, caro leitor, como uma cultura pode ser tão imensamente diferente da nossa própria e depois pense o que significa para nós expatriados nos adaptar a tudo isso e ainda ser feliz!
Imagine, se coloque no nosso lugar, só por um instante, e ore, ore muito por nós!!
Só que existem coisas que eu ainda penso: que loucura, se isso acontecesse no Brasil alguém seria chamado de louco. Coisas desse tipo:
Uma pessoa fez esse anuncio convidando para participar de um curso teórico sobre como tratar um cavalo respeitosamento. Tudo bem, concordo que devemos respeitar os animais - e até o seu semelhante - de forma respeitosa....mas o cara me colocou esse anuncio numa cidade razoavelmente grande, como a minha, onde os cavalos até existem, mas não em numero suficiente para merecerem um curso especial de uma população tão urbana.
Agora, não se espantem, também não, se eu disser que ao contrário do que se pensa, esse curso não ficará às moscas. Vai, com certeza, aparecer alguém, que quase certamente nunca teve um cavalo na vida ou poderá ter, e fará esse "proveitoso" curso com a finalidade de.....de....de ocupar o seu tempo.
Sim, os europeus são assim, entre ficar sem fazer nada e fazer um curso idiota, eles ficam com a segunda opção. Totalmente o oposto de nós brasileiros/latinos, que escolheria mil vezes ficar "de perna pro ar" curtindo o não fazer nada, e nunca iria gastar seu tempo numa furada dessa.
Outro exemplo de gasto de papel é esse aqui abaixo:
Toda semana me aparece uma foto deste tamanho, num jornal onde tantos gostariam de anuciar, mostrando um animalzinho de estimação perdido, gato, cachorro e até coelho.
Aí acima este gatinho perdido e alguem quer saber quem o achou.
Imaginem voces agora que com tanto problema no mundo - pensem no Haiti, por exemplo - alguém vai abrir um jornal, ver um gato parecido com tantos outros na face da terra, vai sair às ruas e lembrar de olhar para os lados, identifcar o gato, correr nos dados do anuncio, correr atráz do bichinho, laçá-lo e aí com tudo já em mãos ligar para a fulana(o) dono do dito cujo para, finalmente, vir buscá-lo e, detalhe, de graça, porque holandes não gasta dinheiro nem com almoço, come pão ao meio-dia para economizar tempo e dinheiro, então esqueça a possibilidade de recompensa.
Note, caro leitor, como uma cultura pode ser tão imensamente diferente da nossa própria e depois pense o que significa para nós expatriados nos adaptar a tudo isso e ainda ser feliz!
Imagine, se coloque no nosso lugar, só por um instante, e ore, ore muito por nós!!


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